quinta-feira, 29 de abril de 2010

O homem, avariado, passava pela grande e frondosa árvore, sua mente em cacos, esperava, não objetivamente, de modo racional, mas simplesmente esperava... Esperava o tempo em que tudo acabaria, os outros, a árvore e seus inabitantes invisíveis, fantasmagóricos, espectrais, que naquela teia de vida se espalhavam pelos pontos variados, lânguidos, semprefustos, entendedorers da realidade em sí, sem castigo punicão, ou amor. A vida lhes oferecia uma única chance, aceita com todos os seus orgãos ativos inativos operan-inoperantes. Obcecado com tal complexidade universal se questionava sobre a tenebrosidade mental possível a ser levada a extremos inimagináveis, tal lux impossibilitava todo e qualquer contato com sua realidade, tornando-o, assim, um espectro, uma memória. Passando aos momentos seguintes. Flashes. Traços, quadriculados, cores, sons, intensidades, um palhaço se aproxima de toda sua não visibilidade cômica, contando contraditoriedades, assim como uma história contada por um palhaço, e tudo começava com uma queda de um avião, sem sobreviventes, por demasiado real, sendo, sem ações humanas, quase que apenas uma descrição, mas como ser uma descrição se havia uma sucessão de fatos que não alteravam em nada a sucessão da história, mas continuava com
os ventos soprando,      os dias passsaando, e ass luaass e sssoiiss, passssando mais vagarossamenteeeeeeee, sendo puxado   tudo   para   um   eterno   abismo,   que   eternamente   continuava   sendo   sugado,   mas   mantendo-se   parado.
Assim acorda o avariado, sem titulo sem nome, sem rótulo sem roupas, sem vergonha, sem nada mais, apenas sua consciência natural, passeando e vagando por uma cidade por demais cheia de pensamento para aconchegá-lo  com sua inconfortabilidade inconstante, sua pressão enclausurante, que fazia senti-lo próximo de seu fim, com paredes a comprimi-lo até restar um cubículo, e apenas um espaço virtualmente inconstante, para espia-lo de humanidade, de sua...  Enlaçado, pensava em fugir e caía no mesmo circuito interesseiro e mesquinho, viciando-o em torturas desentortadas para parecerem torturas, cansado, apoiava-se em sua sombra, expressava-se , predia-se, e e, com as mão sobre sua cabeça, nu novamente, corria, passando pelas imperialibarbaridades definidas aos filhos de deus...
Chega então, a uma ampla sala cromática, majoritemporariamente branca, mas eventualmente, em sua ausência muito barulhenta, encontra-se na boca de amigos, toda uma nação, perceptivelmente similar a ele, a batida da sala enfraquece-lhe a vista, transpondo seus sentidos longamente deixados para trás, sobrando apenas um rastro fosco azulado para relembra-lo o caminho de volta, e forçando sua mente a relembra-lo de onde estava, isto é... Na sala? Porque? seu cérebro se questionava, se não estou aqui, mas me sinto aqui, qual sua diferença? Portanto, deixou-se levar pelo som de palavras e suas emoções localizadas, suavidade, uma hora em que não se vê mais nada, sua própria situação, liquido, conteúdo de algo, de preferencia, não muito quente, não muito frio, "Eu gostaria de um café, garçom"
sentou-se, não muito, apenas o suficiente, apenas para sentir o preto da poltrona tocar-lhe as costas rígidas e enrugadas, como se secada ao sol por demasiado o tempo, seu amigo leão, sentou-se também, logo à sua frente, pensando o que pediria em seguida após o seu roast-bife, começaram a entravar uma longa conversa sobre porque o penguim haveria de se atrasar tanto e também o que levaria o guaxinim a chegar no momento adequado, ou seja, exatamente no momento em que foi mencionado, exatamente, sendo servida a sobremesa de sr. penguim, sorvete, que tanto o fazia lembrar sua terra natal,,, foi-se nosso companheiro, o intenso humano... Para mais uma passeada, despedindo-se cordialmente de seus companheiros saiu com seu bandolim rua afora, tocando só, só, alegremente, evitava ser dominado pela insanidade que corria a sua volta, toda aquela loucura que pirava as pessoas, o mundo tinha se tornado um hospício gigante, raciocinava ele, criando letras improvisadas sobre seu tempo preferido, o tema. As sombras o absorviam pouco a pouco, ele rolava em seus negrumes, faziam um balé, com uma música improvisada, meio sem jeito, mas muito preenchida por risadas benévolas, que quer que isso significasse, saíram a bailar subindo prédios, saíram a destruir toda possibilidade possível, alteraram todos os sentidos possíveis para a noção de espaço, encontrando-se apoiados quer no céu, quer nas nuvens, quer do avesso, ponta-cabeça, lateral, sobravoando levemente nos mais variados tempos, curvos, redundantes, ovais, circulares ou quadrados e simples, reencontrando-se uma infinidade de vezes para confabular canções e desejos futuros de um passado recente, sempre com suas sombras a segui-lo de perto, sussurrando em seus poros, evitando seu contato com a luminosidade do dia ensolarado com o céu já azul explorado e nuvens esbranquiçadas a rodear as sombras, juntando-se a uma dança inexplicável entre o preto, branco, e transparente, como o vidro. Seus materiais alteravam-se conforme suas próprias vontades, formando as mais diversas figuras, joopsus, hocuupses, liplirmi, interminus, sabiam tudo, eram agora oniscientes e de tudo haviam se afastado, perderam credibilidade, foram a algum lugar mais intenso e calmo, um espaço livre de tudo, ou nada, com isenção de poderes, alcançando a tão desejada igualdade inexistente, refletora de resquícios, falhas de sua perfeição final e, portanto, inibidora, "lhamblam" murmuravam, deixando de lado todo o resto, com um crânio aberto em seu centro, a fúnebre marcha mantinha seu ritmo cavalgar até o ápice de seus momentos, KABLAM, nada se alterou, KALAM, nada se manteve, SSZAS, tudo se reformulava, ia e vinha, tentando manter a temporalidade da velocidade tão justa e bela, até o ápice, até que no ápice... nada havia, pois não havia necessidade de um ápice para carniça, memórias, flutuando, dançando ao longo da trilha de aglomerado brancos e negros desprezívelmente dançantes, rastejando para um final, onde não havia um. Assim terminava a tentativa de obter coerência onde não deveria haver nenhuma, e vice-versa.

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