terça-feira, 27 de abril de 2010

Embreagados de felicidade
cambaliavam pelas ruas,
mostravam-se completos tolos
sentiam-se como reis.
Gritavam balbúrdias ao vento
implorando para serem ouvidos

Bailavam como se fosse o último baile
Beijavam como se fosse o último beijo
Sorriam como se fosse a última lasca de felicidade permanente

Porém choravam,
choravam como se tudo aquilo fosse acabar em questão de segundos.
E estavam certos.
tão certos que após um rodopio

A menina que tanto bailava,
que tanto beijava
que tanto sorria
Despertara de seu sonho
E nada mais existia

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